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Energia sustentável: o desafio das sociedades modernas


6 agosto 2012 - 18:37

Logo no início de meu mandato como deputado, fui escolhido para presidir a Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás, uma comissão que até a bem pouco tempo atrás tinha pouca expressão, diante de outras tradicionalmente conhecidas como a Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos de lei apreciados pela Casa. Para minha surpresa, no entanto, os assuntos que dizem respeito à Comissão de Minas e Energia vão ganhando notoriedade cada vez maior, ao tempo em que ampliam e reforçam o importante papel exercido por ela no âmbito do legislativo.

Vivemos um tempo de reflexão sobre nossa ocupação no planeta, novos desafios estão sendo impostos às sociedades modernas frente à necessidade de se obter energia limpa e sustentável. A importância dos recursos energéticos como força propulsora da economia e da própria sobrevivência do ser humano, aliado ao fato do iminente esgotamento desses recursos, sinalizam para a ocorrência de mudanças substanciais na vida das populações do planeta. Não por outra razão, o tema “energia x sustentabilidade” está na ordem do dia em todas as agendas: nas das instituições privadas, públicas, governamentais e não governamentais.

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, com base no fato de que mais de três bilhões de pessoas nos países em desenvolvimento dependem da biomassa tradicional e do carvão para cozinhar e para aquecer, e que um bilhão e meio estão ainda hoje sem eletricidade. De acordo com a ONU, é preciso incentivar e impulsionar a conscientização para as questões energéticas, incluindo os serviços modernos de energia para todos, o acesso à disponibilidade e eficiência energética, a sustentabilidade e o uso das fontes de energia.

As formas de se produzir, consumir e distribuir energia influenciam diretamente na erradicação da pobreza, além de responderem eficazmente às mudanças climáticas, melhorando as condições e a qualidade de vida da maioria da população mundial. Serviços de energia limpa, eficiente, confiável e acessível são indispensáveis para a prosperidade global. O sistema de energia predominante é o maior responsável pelas mudanças climáticas, representando 60% por cento dos gases do efeito estufa (GEE). Padrões atuais de produção de energia e consumo são insustentáveis e ameaçam o meio ambiente em ambas as escalas: local e global.

Um dos grandes desafios para a humanidade neste século é o de fazer a transição para um futuro de energia sustentável. E é exatamente esse tema que irá balizar as discussões da Rio+20, evento que irá acontecer entre os dias 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. Trata-se da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre vinte anos depois da Eco-92. Com a presença de chefes de Estado e de Governo dos diversos países membros da ONU, o encontro tem como objetivo renovar o compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável, avaliar os progressos concretizados até o momento e abordar os desafios emergentes.

A tônica será o incentivo a uma economia verde, que vise o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. Na pauta da conferência destacam-se temas relevantes como a necessidade de aumentar a eficiência no uso de energia, a qualidade de vida nas cidades, a produção de alimentos para uma população mundial crescente, a escassez de água doce, a necessidade de preservar os oceanos, e o enfrentamento e prevenção do número crescente de desastres naturais.

São grandes as expectativas em torno dos resultados da Rio+20. Os debates que antecedem à conferência sinalizam para a possibilidade de criação de um novo indicador do produto interno bruto, considerando outras variáveis além das inerentes ao sistema atual, como, por exemplo, contabilizar a infraestrutura ecológica do país. O Brasil é visto como um dos possíveis líderes globais do processo de construção de um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade socioambiental. Vamos torcer pelo advento desse novo modelo e nos engajar nessa luta que é minha, sua e dos demais habitantes da Terra.

José Vitti
Deputado Estadual e Presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.
Presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário, Cal e Derivados do Estado de Goiás, Tocantins e Distrito Federal (Sininceg).
Presidente da Câmara Setorial de Mineração, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG).
Membro da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal).
Vice-Presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Agente de Proteção do Juizado da Infância e da Juventude de Goiânia.

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