Uma biografia a ser escrita para uma história já realizada

O crescimento econômico vivenciado nos últimos anos pelo Estado de Goiás não pode mais ser visto como um fato interno, dado seu impacto na conjuntura nacional.

É essa a realidade vivenciada na trajetória política do governador Marconi Perillo, que entra para o seu quarto mandato à frente do governo do Estado de Goiás, sua terra natal. Aos 51 anos, o jovem político já trilhou uma carreira de destaque no cenário regional. Tem formação acadêmica superior, em Direto, e começou cedo a atuar na política, antes mesmo de ter qualquer cargo eletivo. Participou dos centros acadêmicos estudantis e foi atuante na Fundação de Estudos Políticos Pedroso Horta, em cujo comando esteve à frente o saudoso e respeitado Ulisses Guimarães. À época, foi eleito o mais jovem governador do Brasil.

Em seu portfólio constam méritos na carreira política ostentados por poucos: nunca perdeu uma eleição. Pleiteou e conquistou todos os cargos eletivos possíveis à representatividade no âmbito do estado federativo: deputado estadual/1990; deputado federal/1994; governador de estado/2002; senador da República/2006; governador de estado/2010 e governador de estado/2014, mais uma vez. Como gestor público tem catalogado um conjunto de políticas e iniciativas que projetaram Goiás no âmbito nacional.

Temos hoje uma das mais bem conservadas malhas viárias terrestres do país, graças a uma ação exitosa de recuperação e construção de rodovias estaduais. Um aeroporto de cargas, em Anápolis, que irá ancorar a ferrovia Norte-Sul e o corredor econômico formado pelo eixo Goiânia-Anápolis-Brasília, já considerado um dos mais promissores do país. O crescimento econômico vivenciado nos últimos anos pelo Estado de Goiás não pode mais ser visto como um fato interno, dado o impacto que essa estrutura teve e continua a ter na conjuntura nacional.

A construção de centros de convenção nas principais cidades do interior, sendo dois deles de grande capacidade, um em Anápolis e outro em Aparecida de Goiânia, está ajudando a interiorizar o desenvolvimento. A interligação da Capital aos maiores centros turísticos do Estado, via rodovias de alto padrão, a maioria em estágio conclusivo de duplicação, foi outro avanço.  É sabido, pelos mais atentos, que a indústria nacional, localizada principalmente na região Sudeste, não é suficientemente competitiva no mercado internacional. Apenas alguns nichos da produção detêm tecnologia e expertise de ponta frente às exigências internacionais de momento. Assim, o que pode nos determinar uma balança comercial favorável são as commodities, principalmente os grãos produzidos na região Centro-Oeste e o agronegócio de uma forma geral.

Do ponto de vista da política federativa, uma realidade como esta nos faz questionar: Temos tido o devido reconhecimento nacional? O governo federal tem observado a nova realidade espelhada por esse crescimento regional? E a importância econômica da região, como está sendo considerada quando da composição do quadro administrativo do país e do recrutamento de suas lideranças parlamentares? Perguntas como estas nos fazem refletir e pontuar: Estamos carentes de lideranças ao nível nacional que representem à altura o estágio de desenvolvimento que os estados do Centro-Oeste alcançaram. A hora é agora! Que políticos regionais de comprovada capacidade e reconhecimento local assumam postos de comando nacionais, condizentes com a grandeza de Goiás e do Centro-Oeste, como um todo, frente aos novos imperativos da atualidade. Por certo, Marconi Perillo, está entre os nomes com condições de competir neste cenário.

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