Em entrevista, Vitti avalia cenário político para eleições e analisa projetos de Leis em tramitação no Legislativo

Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Vitti (PSDB) avaliou o cenário eleitoral para o pleito de outubro e falou sobre projetos de Lei como o corte de ponto dos deputados faltosos e a proposta que prevê a reformulação dos serviços extrajudiciais no Estado, durante entrevista na manhã desta terça-feira, 6, à Rádio Sagres 730.

Com a aproximação do pleito eleitoral uma das maiores preocupações expostas por Vitti é quanto ao funcionamento das sessões legislativas. “Acredito que podemos criar sessões flexíveis. Na Legislatura passada fui um dos que propus dois dias de sessões, mas que fossem dois dias bem feitos. Isso vai depender do entendimento da Casa”, afirmou.

Segundo o presidente, por ser um ano eleitoral haverá uma dificuldade maior em manter o quórum. “Entendemos a justificativa de que as atividades parlamentares não são realizadas apenas em plenário, mas o plenário é a atividade mais importante. Acredito que faltas médicas e representações oficiais são as justificas que devem ser aceitas”, explicou.

Sobre sua relação com o vice-governador José Eliton, Vitti descartou qualquer problema e voltou a reafirmá-lo como pré-candidato consolidado ao Governo. “Temos divergências de pensamentos, o que é normal. Nesse caso ou ele é convencido ou eu sou. São divergências pontuais no meu entendimento”, ressaltou.

Vitti também foi questionado sobre uma possível disputa à prefeitura de Goiânia em 2020. “Candidatura não se promete e não se impõe. Ela surge. Essa decisão vai passar pela minha votação na Capital no pleito desse ano”. Para o presidente, é necessário que os partidos preparem nomes com maior aceitação da sociedade. “Temos que avaliar a relação da sociedade e aquilo que ela está pedindo”, disse.

Projetos em tramitação

Entre os assuntos abordados na entrevista estava o projeto de lei que trata da reestruturação dos serviços extrajudiciais no Estado de Goiás – e que resultará na criação de 86 novos cartórios. “Eu acho que os cartórios são mecanismos burocráticos e que penalizam muito o cidadão. Acho que essa é uma matéria técnica do Judiciário e que deveríamos criar mecanismos automáticos para que essa questão não precise ser avaliada novamente a cada 10 ou 20 anos pelo Legislativo.”

Por fim, ele foi questionando também sobre a venda da Celg e defendeu a iniciativa do Governo de privatizar a estatal. “Eu como representante do setor produtivo sempre defendi a venda e não me arrendo de apoiar a decisão. Tudo que vai para a iniciativa privada melhora muito. Temos que dar tempo para o empresário entender o mecanismo e fazer o investimento”.

Assessoria de Comunicação

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